O limiar anaeróbico, o consumo máximo de oxigênio, e a eficiência técnica são o segredo do sucesso para qualquer atleta, seja ele um corredor, ciclista, triatleta ou nadador.
Fisiologicamente esses 3 fatores citados determinam o desempenho dos atletas, onde o consumo máximo de oxigênio chamamos de (VO2 max), o limiar anaeróbico é quando a intensidade de esforço na qual a produção e remoção de ácido láctico estão equilibrados não seu existindo acúmulo, e a eficiência técnica como o modo mais econômico de se realizar um movimento.
O nosso VO2 máximo é a nossa potência aeróbica. É a capacidade máxima que um indivíduo tem de consumir oxigênio pelos músculos. Quanto mais elevado for sua capacidade de captar oxigênio maior será a aptidão aeróbica. Para atletas de endurance (longas distância), há um fator limitante que é a capacidade de "bomba" do coração, onde esse estímulo é trabalhado e melhorado nos treinamentos de volume. Este limiar pode ser obtido através de teste de esforço (procure seu treinador) ou por exames (procure seu médico), e ele é entendido como a “fração útil” do VO2 max, ou seja, você ira encontrar a taxa de consumo de oxigênio ou ritmo (pace) de intensidade que pode ser mantido em uma corrida de longa duração.
Por que isso é tão importante?
Este será o fator que determinará sua capacidade de equilibrar a produção com a remoção de ácido láctico, evitando seu acúmulo e, consequentemente, a fadiga (QUEBRA). Para que este fatos seja melhorado e trabalhado, implementamos treinos intervalado, estimulando essa adaptação a remoção de ácido láctico.
A eficiência técnica talvez seja o indicador menos conhecido. Contudo, é que fará a diferença entre 2 atletas treinados. Este fator representa o gasto de energia que o atleta produz em uma determinada velocidade. Quanto mais eficiente for o atleta (corredor, ciclista, nadador), menos energia ele gastará para se manter um determinado ritmo. Essa economia é treinável e pode ser trabalhada com alguns tipos de treinamento, mas também sofre enorme influência da herança genética.
Os chamados treinos educativos, que procuram melhorar a coordenação motora, podem proporcionar um ganho de eficiência e também corrigir problemas de pisada. Entretanto, a herança genética é o fator predominante na morfologia ou biótipo do corredor.
A título de exemplo eu cito o estudo feito com os corredores africanos, onde se chegou a conclusão de que a grande diferença deles está exatamente no biótipo geneticamente herdado, que por natureza gera uma economia de corrida verdadeiramente excepcional. A eficiência desses atletas é considerada a maior razão do seu enorme predomínio na modalidade.
Esperto ter contribuído para um melhore entendimento sobre os fator que determinam sua eficiência atletica. Grande abraço!!!!
Richard Macedo
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